Nem sempre chegamos ao atendimento sabendo exatamente o que procuramos.
A psicoterapia de orientação psicanalítica parte da questão que leva a pessoa ao atendimento. A partir dela, o trabalho pode se ampliar ou permanecer mais delimitado, conforme aquilo que se constrói ao longo dos encontros.
Ao longo do acompanhamento, a questão inicial pode ganhar novos sentidos e se desdobrar em outras perguntas, mas isso não é possível definir de antemão.
E o que acontece em uma análise?
Uma questão que inicialmente aparece como um problema a ser resolvido pode começar a produzir perguntas. Algo que parecia pertencer apenas às circunstâncias externas pode revelar também um modo particular de se colocar nas relações, de escolher, desejar e responder ao que acontece.
Ao falar, o sujeito pode se deparar com algo que não coincide inteiramente com aquilo que sabe ou acredita saber sobre si. Determinados modos de sofrer podem se repetir, mesmo quando conscientemente se deseja outra coisa.
A análise não parte da ideia de que o analista possui a resposta sobre o que acontece com alguém. Trata-se de sustentar um espaço em que o próprio sujeito possa se deparar com aquilo que seu dizer não diz diretamente, mas está ali em seu discurso, e dá notícias quando muitas vezes afirmamos que o que falamos não era o que queríamos dizer.
Por isso, uma análise não é simplesmente uma psicoterapia que dura mais tempo. O que está em jogo é a possibilidade de transformar a relação do sujeito com sua própria demanda de tratamento, indo além de uma demanda de cura de sintomas. Transformando uma demanda de aniquilamento do sintomático em uma relação de análise da vida com seus sintomas.
Ao falar livremente, rebaixando censuras e qualquer juízo de valor sobre o que se diz, o sujeito pode começar a ligar o que sente a aspectos de sua história, modos de se relacionar, exigências internas e afetos que estavam fora de cena.
Não necessariamente.
Muitas pessoas procuram atendimento sem desejar, inicialmente, uma análise. Algumas chegam querendo apenas compreender ou atravessar uma situação específica; outras sabem que existe algo que se repete, mas ainda não sabem o que querem fazer com isso.
A demanda pode permanecer mais delimitada ou pode se transformar ao longo do acompanhamento.
Não se trata de convencer alguém a fazer uma análise. O trabalho clínico parte daquilo que cada pessoa pode e quer colocar em jogo. É a partir dessa posição que se torna possível construir o percurso do tratamento.
Para quem é indicado ?
Pessoas que vivem angústias sem explicação aparente;
apresentam crises de ansiedade recorrentes ou manifestações de sofrimento no corpo;
sentem um mal-estar contínuo, mesmo quando aparentemente “está tudo bem”;
percebem que determinadas situações ou escolhas se repetem e produzem sofrimento;
encontram dificuldades em reconhecer ou sustentar seus limites, desejos e sentimentos;
passam por momentos de mudança, conflitos ou impasses que se tornaram difíceis de elaborar;
querem compreender seu sofrimento de maneira singular, sem reduzi-lo a respostas prontas;
sentem que há algo em sua experiência que se repete, mas ainda não conseguem compreender o que está em jogo.
O primeiro passo é falar sobre o que o trouxe até aqui. A partir das sessões iniciais, podemos escutar melhor sua demanda e pensar sobre a forma de acompanhamento que faça sentido para o seu momento.
Psicoterapia psicanalítica e análise são trabalhos construídos a partir do encontro, da fala e da escuta.
Atualmente minha clínica centra-se no atendimento de adolescentes (acima de 14 anos) e adultos.
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